A Ordem dos Templários

 

 

Os Cavaleiros Templários foram a mais famosa e poderosa organização religiosa e militar da Idade Média. Criada a fim de defender os cristãos dos ataques muçulmanos, quando os fiéis seguidores de Cristo peregrinavam à Cidade Santa de Jerusalém, a organização funcionou originalmente no Templo de Salomão (Templum Salomonis), em Jerusalém. Em conseqüência, seus membros vieram a ser conhecidos sucessivamente como “Os Pobres Soldados de Jesus Cristo e do Templo de Salomão”, “Os Cavaleiros do Templo de Salomão”, “Os Cavaleiros do Templo”, “Os Templários” ou simplesmente “O Templo”. Os Templários foram monges e guerreiros, ao mesmo tempo. Como monges, faziam votos de pobreza, castidade e obediência; como guerreiros, tornavam-se beligerantes na defesa da fé cristã e de seus seguidores, quando necessário. Seus cavaleiros eram possuidores de ideais nobres e de cavalheirismo muito forte, em virtude de uma vida casta e dedicada à causa cristã, e enfrentavam ameaças físicas e espirituais de toda ordem. O tratado De Laude Novae Militae (Em louvor da nova ordem de cavalaria), de Bernardo de Clairvaux (São Bernardo), definia o Templário como “… um cavaleiro destemido e confiante, pois sua alma está protegida pela armadura da fé, tal como o seu corpo o está pela armadura de ferro. Está assim duplamente armado e não teme, como tal, nem demônios nem homens. Ele não teme a morte, ao contrário, deseja-a. Por que haveria ele de temer a vida ou a morte quando para ele viver é Cristo e morrer é ganhar?”. À epoca das Cruzadas, a coragem dos Cavaleiros do Templo era lendária. Jacques de Vitry, em History of Jerusalem, conta que “… eles se tornaram tão terríveis para os inimigos da fé de Cristo que eles não perguntavam quantos do inimigo havia, mas onde eles estavam. Eram leões na guerra e mansos como cordeiros em casa; no campo de batalha, eram soldados ferozes; na igreja, eram como eremitas ou monges; eram duros e selvagens com os inimigos de Cristo, mas bondosos e afáveis com os cristãos”.

 

Castelo dos Templários em Tomar

Castelo dos Templários em Tomar

 

A saga templária teve seu início em 1119, com a fundação da Ordem por Hugo de Payns e mais oito cavaleiros. Expropriada pelo rei francês Filipe IV em 1307, a Ordem foi extinta pelo papa Clemente V em 1312 sob acusações inverídicas e infundadas, movidas por interesses escusos, como o passar dos anos veio provar. É preciso ter presente, como verdade histórica, que os Cavaleiros Templários, não foram condenados pelas autoridades eclesiásticas em questões de fé, mas simplesmente, perseguidos pela inveja e ganância do rei da França. Valentes até a temeridade, depositários de imensas fortunas, foram alvos da cobiça do rei Filipe, que premido por necessidade de dinheiro, em conseqüência das incessantes guerras que movia aos seus vizinhos e, temeroso do poderio dos Templários, resolveu apoderar-se dos bens da Ordem pois, ao longo de sua existência, com as vultuosas doações de terras, propriedades e dinheiro concedidos por reis e monarcas, a Ordem prosperou em riqueza e prestígio. Acusados de heresia perante a inquisição, onde o rei colocara fantoches seus, os Templários acabaram caluniados, difamados, espoliados, torturados e martirizados. Por ser uma organização multinacional entretanto, em Portugal o rei Dinis não permitiu a sua extinção, devido ao sentimento de gratidão de todo o povo português para com o Templo. Quando a Ordem foi abolida pela bula papal Vox In Excelso, o rei Dinis, em 1317, não considerou criminosa a atuação dos Templários em Portugal e decidiu garantir a sua sobrevivência, os reorganizando como a Ordem de Cristo, para a qual se transferiu todo o patrimônio dos Templários em terras lusitanas. Esta nova Ordem teve atuação decisiva não só na consolidação do território português, com a expulsão dos mouros, mas também no grande empreendimento que foram as navegações portuguesas e, por conseguinte, o descobrimento do Brasil. Dois anos depois, em 1319, um novo papa, João XXII, reconheceu a Ordem de Cristo. Começava para os Cavaleiros Templários uma nova era, com uma nova missão.

Fontes Pesquisadas:

Livros e Revistas:

Os Templários
Piers Paul Read
(Traduzido por Marcos José da Cunha)
Rio de Janeiro: Imago Editora, 2000.

Histórias e Mistérios dos Templários
Pedro Silva
Rio de Janeiro: Ediouro, 2001.

Os Templários na Formação de Portugal
Paulo Alexandre Loução
Lisboa: Ésquilo, 2000.

Superinteressante
Ano 12, nº 2, Fevereiro de 1998
Editora Abril

Os Lusíadas
Luís de Camões
(Edição Comentada por Francisco da Silveira Bueno)
Rio de Janeiro: Ediouro, s/d.

Leia  sobre:

As Cruzadas

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O mistério da orígem do nome «Brasil»

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