História do Egipto

Breve História do Egipto

O Egipto é uma terra desértica e quente, dividida pelo fértil vale do rio Nilo. Raramente chove e os verões são tremendamente quentes. Ainda hoje mais de 90% do Egipto é um deserto árido onde nada cresce. Mas a faixa de terra em cada uma das margens do Nilo, denominada “área de cultura”, é uma das zonas mais férteis do mundo. Embora não tenha mais de 20 Km de largura, estende-se ao longo de cerca de 1000 Km, desde Assuão, a sul, até às vastas terras de cultivo do delta, onde o rio desagua no Mediterrâneo.

A rica terra negra da área de cultivo foi-se depositando ao longo de milhares de anos devido às cheias regulares do Nilo. Todos os anos, até à construção de barragens modernas para o controlo das àguas, o rio saía do seu leito entre Junho e Outubro. O lodo negro e húmido depositado pelas cheias era tão rico que se podiam fazer numa estação duas a três sementeiras, enquanto o solo estivesse bem irrigado.

Os Antigos Egípcios

Os Antigos Egípcios

 

Os Antigos Egípcios

A fertilidade do solo foi a razão pela qual há mais de 5000 anos o vale do Nilo assistiu ao florescimento da brilhante civilização dos antigos egípcios. Os primeiros egípcios tinham aprendido a cultivar a terra ao longo das margens, aproveitando as águas dos rios para regar as sementeiras. Ao longo do Nilo, as aldeias foram prosperando e começaram a unir-se para ajuda mútua na abertura de valas e diques para controlar as inundações anuais. Cerca de 3100 a.C., um rei chamado Menes unificou sob a sua égide todo o Egipto. Ele e os seus descendentes foram a primeira família ou dinastia a governar. O primeiro período de que temos conhecimento é conhecido por império antigo (2686-2181 a.C.).

Nesta altura os reis tinham-se tornado imensamente poderosos. A escrita, a pintura, a arquitectura e as artes tinham-se desenvolvido bastante. O poder e a influência egípcios perduraram durante quase 2000 anos, não obstante dois períodos de guerra civil e invasão estrangeira.

No seu auge, o Egipto, sob a égide de governantes poderosos como Tutmés III (1504-1450), dominou a Palestina e a Síria e estendeu o seu poder mais para o sul, até ao estado africano da Núbia. Mas em 1150 a.C. o Egipto encontrava-se rodeado de poderosos inimigos. Em 935, Sheshonk I, da Líbia, apoderou-se do trono. À excepção de um período entre 664 e 525 a.C., o Egipto foi governado por reis estrangeiros até ser finalmente conquistado por Roma em 30 a.C.

O Culto dos Mortos

O Culto dos Mortos

O Culto dos Mortos

Os primeiros povos do vale do Nilo enterravam os seus mortos em covas abertas na areia quente, que secava e preservava os cadáveres. Mais tarde, quando os mortos começaram a ser enterrados em túmulos de pedra, os cadáveres deterioravam-se e, por isso, os Egípcios começaram a desenvolver as técnicas de preservação (mumificação). Tudo isto porque eles acreditavam que só era possível passar para a outra vida se o corpo se mantivesse intacto, e se fossem cumpridos uma série de rituais por forma a que o falecido fosse aceite pelos deuses.
Os reis construíam, em vida, sólidos túmulos em pirâmide e mais tarde, na tentativa de evitar roubos, escavaram-se túmulos escondidos nas rochas, no Vale dos Reis, próximo de Tebas. Os Egípcios acreditavam então na vida além-túmulo e passavam grande parte do tempo a preparar-se para ela. As câmaras funerárias eram decoradas com belas pinturas e relatos que contavam a vida do defunto, da sua família, dos seus criados e dos dias felizes passados a caçar. Os Egípcios acreditavam que no outro mundo estas cenas se tornariam realidade, graças à oração. Nos túmulos eram também colocados alimentos e bebidas, amuletos, o Livro dos Mortos, Orações escritas em papiro, juntamente com todas as jóias e objectos pessoais do defunto.

Cerimónia da Abertura da Boca

Cerimónia da Abertura da Boca

Cerimónia da Abertura da Boca

As instruções para a viagem do defunto eram também inscritas no túmulo, já que ele teria que empreender uma difícil viagem pelo Rio da Morte até ao outro mundo, antes de ver a face de Osiris, deus dos mortos, para a prova final, a pesagem do coração.

O coração do defunto era colocado num prato da balança e, no outro, a Pena da Verdade. Um coração pecador pesaria mais que a pena e o seu dono seria devorado por um monstro medonho. Um homem bom teria um coração leve e viveria eternamente na Terra dos Benditos. Por este motivo, aquando da mumificação o coração era o único orgão que tinha de permanecer no seu lugar.

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